segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Desejo


trago um pouco de mim, enquanto trago mais um cigarro trago também a incerteza de que nada é tão simples e tão complicado como pode parecer, principalmente aos olhos de quem esta de fora vendo as coisas sob uma perspectiva poética. nada é finito, não acredito em pontos, principalmente os finais, prefiro as vírgulas, as pausas, dou preferência as dramáticas. repito não coloco pontos... mas dou nós. somos duas linhas paralelas, mas nos engodamos de tal maneira que não sei mais onde é o começo e o meio e isso não é bom nem ruim, é ótimo. não dou mais explicações sobre meus sentimentos, eles são caóticos demais, são frágeis. você continua o mesmo, eu continuo o mesmo, amanhã nós tratamos de mudar os polos. busco por melhoras, melhoras em mim, quero ser mais inteiro, quero ser mais leve, quero ser claro, mas não me peça para ser entendível, isso é pedir demais, eu busco o não entendimento das coisas, eu tento ir de contra mão ao desejo, porque assim eu tenho a sensação que eu sou mais eu. reitero o que disse: não dou pontos, ainda quero andar de "ultraleve,, de avião de zepelin..." quero viajar de jeep, quero os fins de tarde com ou sem por do sol, só peço calma, só peço tempo, neste momento exatamente agora 02:14 da madrugada de terça-feira eu preciso saber se existo se eu caibo dentro de mim, não que eu seja grande demais, ao contrário, eu sou tão pequeno que não sei que lugar me pertence.  peço calma pois logo estarei de volta, voltarei num tempo que não é cronológico, eu volto... 

5 comentários:

Wanderley Elian Lima disse...

Olá Dario
As vezes nos perdemos de nós mesmos. Essa procura pelo "eu' é constante e as vezes angustiante. Nem sei se preciso saber quem sou.
Abração

Almyr Rodrigues disse...

Uma espécie de nostalgia futura, como os sonhos... As vontades expressas de forma bem colocada num texto intrigante...

Aprecio jogos de palavras, estais de Parabéns!

Bruno Dezinho disse...

É difícil as vezes definir com palavras o que sentimos. Você conseguiu fazê-lo muito bem, num texto que brinca justamente com a escrita para expressar o que se passa dento de ti. Não ocloquemos ponto final. Esperemos pelas reticências.

Colombina disse...

E quanto mais a gente busca e mais questiona, mais coisas descobrimos a nosso respeito.

Sil.. disse...

Dario, menino tão querido!

E quem sabe na verdade, quem é?

Eu me faço essa pergunta todos os dias.
Eu "me busco" a cada minuto, me peço tempo, me peço calma...

É tão complicado.
Mas mesmo se perdendo, a gente sempre volta!

Um abraço imensoooooo!